FarsolaTV

Notícias de cinema, séries, gaming, animes e tecnologia.

A tecnologia 5G faz mal à saúde? Confira!

     A nova geração de internet móvel, o 5G, passou para o plano real em alguns países mas, há uma inquietação e questionamento sobre os possíveis riscos para a saúde da radiação da nova tecnologia.

     A nova tecnologia deverá chegar a Portugal ainda no final de 2020 e ainda está em fase de testes no Brasil, devendo chegar apenas em 2023.


Serão as preocupações atuais com a radiação do 5G motivo de alerta?




     Tal como aconteceu nas redes anteriores, o 5G depende de sinais transmitidos entre uma antena e o smartphone. Estes sinais são transportados por ondas rádio e fazem parte integrante do espectro electromagnético.


     Sabia que estamos constantemente rodeados desta radiação eletromagnética?

      • Fontes artificiais: rádio, televisão, smartphones;
      • Fontes naturais como o próprio sol.

     Esta nova tecnologia utiliza ondas mais altas que as suas antecessoras e permite um acesso cada vez mais generalizado da internet e ainda numa velocidade cada vez maior. Por outras palavras, os sinais emitidos percorrem distancias mais curtas, daí a necessidade da instalação de mais antenas.


Existem preocupações?

     Em 2014, a Organização Mundial da Saúde (OMS) declarou que “não foi constatado nenhum efeito adverso à saúde causado pelo uso de telefones celulares”. Ainda assim, classificaram toda radiação de radiofrequência  como “potencialmente cancerígena”.

“Há evidências que não chegam a ser conclusivas de que a exposição pode causar cancro em seres humanos”.

     O uso de pó de talco e o consumo de legumes de conserva também são classificados com o mesmo nível de risco.





Há estudos?

     Em 2018, o Departamento de Saúde dos E.U.A., desenvolveu um estudo onde expôs ratos a altos níveis de radiação de radiofrequência. Neste estudo, o corpo dos ratos foi exposto à radiação de telemóveis durante nove horas por dia, todos os dias e durante dois anos, ainda antes de nascerem. O estudo demonstrou que os ratos machos desenvolveram um tipo de cancro no coração.

     Porém, não foi identificada nenhuma causa/efeito entre a exposição e o cancro. Ainda ficou documentado que os ratos expostos à radiação viveram mais tempo que o grupo de controlo.

“a exposição usada nos estudos não pode ser comparada diretamente à exposição que os seres humanos são submetidos quando usam telefone celular” afirma um cientista que participou na pesquisa.

     O consultor sobre segurança telefónica, Frank De Vocht, afirma que “embora algumas pesquisas sugiram uma possibilidade estatística de aumentar os riscos de cancro para quem usa muito (telemóvel), até agora a evidência de uma relação causal não é suficientemente convincente para sugerir a necessidade de uma ação preventiva.”

Ainda assim, há médicos e cientistas que pedem o adiamento/suspensão do lançamento do 5G.


O 5G não possui ondas ionizantes

     O fato de não ser ionizante significa que as próprias ondas não têm energia suficiente para separar o DNA e causar danos ao nível celular. Nos níveis mais altos do espectro eletromagnético (muito acima das frequências no 5G) há riscos claros de exposição prolongada à saúde.

Por exemplo, os raios ultravioletas do Sol estão nessa categoria prejudicial e podem conduzir a um cancro de pele.

“As pessoas estão compreensivelmente preocupadas com a possibilidade de elevar o risco de câncer, mas é crucial observar que as ondas de rádio são muito menos fortes do que a luz a que estamos expostos todos os dias”, diz Grimes.


E as antenas?

     Esta nova tecnologia necessita de uma série de antenas que transmitam e recebam os sinais. Isto implica a instalação de uma quantidade enorme de antenas (fora as que já existem que também serão utilizadas).

     Após a instalação destes transmissores cada um poderá ficar a operar com quantidades de energia mais baixos que a própria tecnologia 4G. Ou seja, a exposição a antenas 5G será menor.

     O governo do Reino Unido decretou que as antenas situadas em locais de acesso ao público terão de atuar com campos de radiofrequência bastante inferiores aos níveis recomendados.

FONTE